O jeito certo e o errado de estudar para concurso

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— Texto Publicado no blog do autor —

Por Rogerio Neiva

 

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Recentemente, estava assistindo uma aula sobre educação inclusiva e psicopatologias e enquanto a professora iniciava abordando o tema das psicopatologias que comprometiam o desenvolvimento intelectual e cognitivo, tratando do conceito de normalidade, a interrompi para questionar o referido conceito. Tive como resposta a ideia de que normalidade envolveria todas as situações nas quais não há comprometimentos funcionais, isto é, a pessoa faz tudo, principalmente em termos intelectuais, sem prejuízos. Em seguida, de modo a complementar a explicação, a minha interlocutora avançou para sustentar o conceito de subjetividade, no sentido de que um critério importante para avaliar a existência ou não de um cenário de normalidade, seria o resultado e a eficácia, isto é, resumindo, se o jeito da pessoa estudar ou desenvolver atividades intelectuais em geral funciona, estando tudo dando certo, estaria configurada uma situação de normalidade.

Daí comecei a desenvolver uma reflexão de grande aplicação e importância ao universo e contexto da preparação para concursos públicos, o que envolve o certo e o errado no jeito de cada um estudar.

Em tese, existem varias idéias sobre a melhor, e presumidamente correta, forma de estudar, as quais podem ter sido concebidas de maneira intuitiva ou de maneira mais elaborada e científica. Ou seja, existem conceitos e definições sobre o que seria certo e o que seria errado sobre como estudar para concursos públicos.

Porém, pode ser que fazendo aquilo que é tido como certo o candidato não tenha resultado e, por outro lado, fazendo o que é tido como errado, o candidato tenha resultado.

Ou seja, este é o ponto: o certo deve ser tido como tal a partir da eficácia, isto é, do resultado. Assim, se um candidato estuda de maneira tida por correta mas não tem resultado, não se pode considerar esta forma de estudar como correta.

Mas daí surgem três relevantes questões a serem consideradas. Primeiramente, o certo deve ser tido como certo a partir do resultado, ou seja, se você faz o certo, mas não tem resultado é porque está errado. O segundo aspecto é que, portanto, fazendo o errado e tendo resultado, neste caso, aquilo que é tido como errado seria o certo. Contudo, o terceiro aspecto a ser considerado é que é preciso avaliar se o candidato que faz o “errado” e tem resultado, caso fizesse o certo, teria melhor resultado do que tem fazendo o teoricamente errado.

Um exemplo prático de situações nas quais se pode discutir o certo e o errado, seria aquela do candidato que estuda num local com muitos estímulos ambientais, como por exemplo o barulho e movimento de pessoas, e considera que consegue estudar adequadamente. O mesmo valeria para aquele que estuda em casa, onde geralmente há diversos fatores de desconcentração, como telefone fixo, geladeira, facilidade de acesso à interet, TV, vizinhos, familiares, cachorro, etc…

No entanto, nesta mesma reflexão, um aspecto importante a ser considerado trata-se do efeito placebo, o qual goste ou não pode existir. Por conta disto é preciso ter muito cuidado com as formulas mágicas e soluções universalizantes e sem fundamento científico, geralmente apresentada pelos “especialistas” em preparação para concursos (sem especialização). A título de exemplificação do efeito placebo, vale lembrar que recentemente foi publicada dissertação de mestrado na Unifesp, comprovando a existência do efeito placebo quanto ao uso da ritalina (clique aqui para ler Ritalina não Aumenta a Inteligência).

Além das considerações colocadas, há outros dois critérios a serem avaliados, inclusive para identificar o certo e o errado. Dentre estes, um primeiro merecedor de destaque seria a questão dos estilos de aprendizagem e o segundo consiste na importância da cronobiologia.

Os estilos de aprendizagem se referem a como tendemos predominantemente a processar os estímulos e informações com os quais temos contato. Em tese há quatro estilos, que correspondem ao reflexivo, teórico, ativo e pragmático. E este conceito não se confunde com os estilos cognitivos, que envolvem como captamos as informações e correspondem ao auditivo, visual e cinestésico. (para saber um pouco mais clique aqui e veja Os Estilos de Aprendizagem e o Estudo para Concursos).

Quanto à cronobiologia, precisamos compreender que temos fluxos cronobiológicos que podem impactar nos nossos estudos. A melhor hora para estudar do ponto de vista da nossa disponibilidade, pode não ser a melhor hora em termos cronobiológicos (clique aqui para ler Aproveitamento do Tempo de Estudo e Cronobiologia).

A grande conclusão é que ao tratarmos de como estudar, diferentemente do que muitos “especialistas” (sem especialização) em preparação para concursos profetizam, não há fórmula universal. E assim, precisamos respeitar a noção de subjetividade, isto é, as particularidades de cada um. Por outro lado, isto não afasta a necessidade de avaliar a eficiência e eficácia dos caminhos que adotamos.

Bom estudo, do jeito mais eficiente e eficaz!

 

Obra do autor

A obra “Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento”, do autor Rogerio Neiva, oferece meios eficientes e racionais para você buscar sua aprovação em concursos e exames. Ele é fruto da experiência de alguém que viveu e vive intensamente há mais de uma década a preparação para o concurso público. (Saiba mais)

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