Gramática desvinculada de regras pode ser aliada de quem presta vestibulares e concursos

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O site Guias de Educação publicou entrevista com a professora Cristina Schumacher, autora da obra Uma Gramática Intuitiva. A entrevista foi publicada ontem (21) no portal e a repórter destacou a importância da obra pra quem vai prestar vestibulares ou concursos. Vale a pena conferir!

— Matéria publicada no Portal Guias de Educação —

Especialista cria gramática desvinculada de regras

Técnica desenvolvida por Cristina Schumacher se baseia no uso que cada um faz da língua e pode ser uma útil ferramenta para quem presta vestibulares e concursos

Cristina Schumacher

Inconformada em observar como muitos brasileiros consideram não dominar a língua por não conhecer todas as regras gramaticais, a especialista em autoensino de idiomas, tradutora e consultora Cristina Schumacher desenvolveu uma técnica para desvincular a língua das regras. Em Uma Gramatica Intuitiva – Liberte-se das regras e tome posse da língua que você fala, lançado recentemente pela Editora E.P.U., a autora afirma que conhecer a regra é um detalhe que tem algum valor, mas não pode ser considerado sinônimo de domínio da língua.

Em conversa com o portal dos Guias, ela lembra que diversos autores consagrados da língua portuguesa não dominam totalmente as regras, mas nem por isso deixam de dominar o português. Por isso Cristina sugere um método que utiliza a intuição e perguntas simples do cotidiano para mostrar o quanto o brasileiro conhece sua língua nativa.

Para quem vai prestar vestibulares ou concursos, ela sugere que a melhor forma de se preparar para as provas de língua portuguesa é manter um contato diversificado com a palavra escrita, seja lendo, pesquisando ou buscando sinônimos, por exemplo. Confira abaixo a entrevista com a autora.

Como é possível para os brasileiros usar apenas a intuição para dominar a língua portuguesa?
A ideia é fazer a conexão com conhecimento gramatical a partir do conhecimento intuitivo, mostrando que as perguntas do cotidiano – quem, o que, quando, onde, por que, como – podem ser usadas para mostrar como a língua funciona gramaticalmente, e até mesmo traduzir os termos da gramática tradicional usando essa técnica.

E por que isso não é feito hoje?
Eu percebo que existe um apagamento sintático, ou seja, as pessoas perderam a relação instrumental com a língua, no sentido de ver a língua como recurso. Eu tenho uma visão estruturalista: por um lado, a língua é uma ferramenta, e quando pegamos uma ferramenta precisamos saber quando e como usá-la, e o que ela nos permite fazer. Porque embora a língua faça parte da nossa vida, não a enxergamos desta maneira. Mas existem muitas vantagens em vê-la assim: a capacidade de criticar como construímos uma frase e o poder de mexer com os termos para se comunicar estrategicamente são exemplos disso. Mas só conseguimos fazer isso quando construímos caminhos para esse uso.

Quais são as maiores dificuldades dos brasileiros nesse processo?
A maior dificuldade é o hábito de estabelecer uma conexão direta entre conhecimento da língua e regra. Muitas pessoas acham que conhecer a língua é saber a regra, então se excluem. Mas temos grandes escritores que não sabem formular regras gramaticais e não precisam disso. As pessoas têm habilidades diferenciadas, mas têm a ideia de que o conhecimento da língua e a gramática convencional não têm nada a ver. Isso é um equívoco, porque o conhecimento da língua é muito maior do que o conhecimento da regra, que é um detalhe.

O que você sugere nesse sentido para quem vai prestar vestibulares e concursos?
A língua é um sistema, e como sistema precisa de insumos. Então a pessoa que deseja melhorar precisa ter muito contato com a língua. Esse contato precisa ser diversificado, lançando mão de leitura, pesquisa, busca de sinônimos, para que a pessoa consiga formular outras maneiras de pensar a mesma coisa, ou seja, ter um contato crítico e analítico com a língua. Fazemos um uso muito restrito da palavra, porque no dia a dia não temos o hábito da leitura. Quando eu entro em contato com pensamento dos outros, eu enriqueço o meu. O livro constrói do zero essa conscientização do conhecimento intuitivo e o coloca a serviço do usuário da língua sem o estigma da gramática tradicional. Não é uma crítica, é uma alternativa.

 

A obra

Uma Gramática Intuitiva – Cristina Schumacher | A obra mostra a você o quanto já é capaz de conhecer a língua sem precisar, para isso, entender os termos da gramática tradicional. Oferece, ainda, caminhos para que escreva textos melhores, desfrutando do mesmo domínio das pessoas que sabem usar esses termos. (Saiba mais)

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