Comportamento incompatível

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comportamento incompatível_Espaço Vital

Aprovado em concurso público e recém nomeado, o jovem magistrado assume em cidade do Interior deste Brasil, imbuído das melhores intenções jurisdicionais.

Não vitaliciado, solteiro, trabalho em dia, vai se deixando dominar pelo tédio e pela solidão. Até que, pela intermediação de terceiros que conhecera numa casa noturna, aceita – para a sexta-feira da semana seguinte – o convite para uma animada festa em uma chácara num município próximo, onde algumas coelhinhas fariam um strip-tease.

E nada de mais íntimo aconteceria ali… – garantiam os organizadores.

Ambiente animado, risos, alegria, presença masculina de pessoas de destaque local. Seis meninas aparecem, se exibem, dançam, vão tirando os sutiãs e uma delas – sutilmente orientada – esfrega a peça carinhosamente na semi-calvície do novel magistrado. Um celular registra a cena. E as imagens copiadas terminam, por anônimo envio, chegando ao gabinete do corregedor-geral.

Sindicância aberta, processo administrativo instaurado, defesa prévia apresentada, testemunhas ouvidas, etc,, o final não demora.

Sete meses depois encerra-se a carreira do ingênuo juiz, sob o fundamento – calcado pela Corte – de “comportamento incompatível com a carreira da magistratura, que entre outras coisas exige discrição e distanciamento de procedimentos mundanos”.

Atualmente, ele está reingressado na profissão de advogado.

Segue solteiro.

Fonte: Espaço Vital

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