Dicas e comentários de português para as provas da VUNESP

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A Vunesp, como todas as outras bancas, apresenta tradição em alguns tópicos de Português. Dessa forma, há questões que sempre aparecem em suas provas.  Os itens do conteúdo deste edital formam exatamente o conjunto de tópicos de Português que essa banca cobra nos concursos.

Por isso, a melhor maneira de se estudar para esta prova é, além de fazer um bom curso de teoria, resolver questões de concursos anteriores que sejam de nível médio, pois assim fica fácil saber como a banca cobra cada matéria, e, no dia, não haverá surpresa, você saberá assinalar a alternativa correta.

Falei sobre um bom curso de teoria, porque os professores concurseiros – como costumamos  dizer -,  que conhecem a linguagem da banca, saberão conduzir o estudo de tal forma que a pessoa não perderá tempo estudando matérias que não são pertinentes ao concurso.

A fim de auxiliá-los em seus estudos, nos comentários de cada tópico do programa, apresento algumas dicas, bem como o raciocínio principal de cada tipo de questão para cada item.

Leitura e interpretação de textos. As questões de interpretação da Vunesp não costumam ser difíceis, porém é bom atentar aos itens de resposta, concentre-se em procurar aquele que mais corresponde com o texto, pois este é um traço típico desta banca, que costuma confundir as pessoas.

Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos. Questão típica desta banca: perguntar qual é o antônimo de determinada palavra, e a pessoa acaba assinalando um sinônimo. Portanto, antes de ler os itens de resposta, procure se concentrar em qual seria o sentido contrário da palavra marcada no enunciado para depois selecionar o item, isso ajuda muito. As palavras parônimas por sua vez são aquelas que acabam caindo em questões de vocabulário, mas também em questões de grafia, pois, de acordo com sua grafia, a palavra assume um significado diferente, como é o caso de “imergir” (afundar) e “emergir” (vir à tona); portanto muito atenção a elas. Procurem listas deste tipo de palavra na internet.

Sentido próprio e figurado das palavras. Usamos muito as palavras em sentido figurado, assim, quando vamos verificar o emprego de uma palavra ou expressão de valor figurado, fazemos confusão, por isso procure pensar essas palavras e expressões ao “pé da letra” dentro do contexto para verificar se o sentido é conotativo (sentido figurado) ou denotativo (sentido real da palavra).

Ortografia oficial e Acentuação gráfica. Questões deste tipo na Vunesp são muito comuns, o que vale para a resolução delas é a atenção que se dá à leitura, pois costumamos ler a palavras como as conhecemos, e não como estão grafadas, portanto não perceber a grafia errada é fácil.  A acentuação gráfica tanto é cobrada nas questões de grafia como também nas de concordância verbal, como, por exemplo, alguns verbos quando conjugados no plural, recebem acento circunflexo, ao passo que no singular ou ficam sem acento, ou recebem acento agudo, como é o caso de “tem” e “têm”, de “contém” e “contêm”.

Pontuação. Existem três leis para se responder a essas questões que não podem ser esquecidas: 1ª) nunca se usa vírgula entre o sujeito e o verbo, não importa a ordem da oração; 2ª) nunca se usa vírgula entre o objeto direto e o verbo, não importa a ordem da oração; 3º) verificadas as duas primeiras condições, leia o período, obedecendo às pausas sugeridas pela pontuação do examinador, se o texto for fácil de você entender, a pontuação estará correta.

Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem. Quanto ao emprego de palavras, estude bem o emprego de pronomes, os tempos e os modos verbais e seu reconhecimento e, principalmente, o emprego de conjunções – gravem bem as principais.

Concordância verbal e nominal.  Este é um assunto que cai em todas as provas, com certeza, haverá ao menos uma em sua prova –  e o que não se pode esquecer é que termos preposicionados não são sujeito de uma oração, portanto ignore-os; e também não se pode esquecer que todas as palavras que se referem a um substantivo têm de concordar com ele.

Regência verbal e nominal. A maior cobrança desse assunto é com a verbal, por isso muita atenção com a exigência do emprego ou não da preposição, especialmente junto com o pronome relativo e nas questões de crase, levando este raciocínio para o emprego dos pronomes pessoais o/a(s) – sempre objetos diretos – e lhe(s) – sempre objeto indireto com a preposição “a”, bem como para o emprego do acento grave.

Colocação pronominal. É um assunto chato, porque aponta muitos detalhes a saber. Mas facilite sua vida e pense: 1º) não se emprega pronome oblíquo no início de oração, nem depois de verbo no particípio; 2º) se o verbo estiver no infinitivo, a colocação do pronome é facultativa; 3º) a colocação do pronome antes ou depois do verbo se deve ao bom som da frase, à forma mais natural de pronunciá-la, portanto a frase que tiver a forma mais fácil de ser pronunciada, será a resposta.

Crase. A crase envolve o raciocínio da regência – por isso, na maioria das vezes, a crase é cobrada nas questões de regência mesmo –  mais o emprego do artigo definido feminino. Então atente para o emprego do artigo feminino principalmente, pois ele só pode relacionar-se com substantivos e que sejam femininos. Além disso, a fusão pode ser entre a preposição “a” e os demonstrativos “aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, as”; como também pode não haver caso de regência, mas de emprego desse acento em expressões femininas, que são acentuadas com o acento grave.

Bom estudo!

 

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES 9 e 10  DA PROVA DE ESCREVENTE 2010  – VUNESP –  PORTUGUÊS,

(Escrevente Técnico Judiciário/TJ/SP – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que completa corretamente a frase dada.

Uma final de Copa do Mundo é um evento

a) de que um observador cultural não pode ficar indiferente.

b) sob o qual um observador cultural não pode ficar indiferente.

c) ao qual um observador cultural não pode ficar indiferente.

d) ao que um observador cultural não pode ficar indiferente.

e) do qual um observador cultural não pode ficar indiferente.

Gabarito C

É uma questão que cobra conhecimento de regência nominal – o que não é muito comum nas provas de modo geral, pois cobra-se mais a regência verbal. O raciocínio de regência está associado o emprego do pronome relativo: o que a frase está dizendo é que “um  observador cultural não pode ficar indiferente  Ao evento”, como o evento está representado pelo relativo “o qual” a resposta é o item C: ao qual um observador cultural não pode ficar indiferente. Muitas pessoas têm dúvida quanto ao item D, porém não pode ser a resposta, pois a construção seria “A QUE um observador cultural não pode ficar indiferente”, e na frase da prova há um “o” a mais: “AO QUAL”.

 

(Escrevente Técnico Judiciário/TJ/SP – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, de acordo com a norma culta, os segmentos frasais:

As pessoas sabem que pratico futebol …/ O futebol tem mais importância que as artes./ … algo que me dá prazer.

a) As pessoas sabem que adiro o futebol …/ O futebol sobrepõem-se às artes./ … algo que me apraz.

b) As pessoas sabem que adero ao futebol …/ O futebol sobrepõe-se as artes./ … algo que apraza-me.

c) As pessoas sabem que adiro ao futebol …/ O futebol sobrepõe-se as artes./ … algo que me apraz.

d) As pessoas sabem que vou aderir ao futebol …/ O futebol sobrepõe-se as artes./ … algo que me aprazerá.

e) As pessoas sabem que adiro ao futebol …/ O futebol sobrepõe-se às artes./ … algo que me apraz.

Gabarito E

Outra questão de regência, principalmente, mas desta vez regência verbal: Quem adere, adere A, que em primeiro pessoa do singular, no presente do indicativo, fica “adiro”, portanto , na frase da prova, “adiro ao futebol”.  O verbo “sobrepor-se” exige preposição A, gerando crase com o artigo “as” que se refere ao substantivo “artes”, assim tem-se a forma: “O futebol sobrepõe-se às artes”.  Por fim, há o verbo “aprazer-se”, verbo transitivo indireto, aparece acompanhado do pronome, que lhe serve de objeto indireto: “algo que me apraz”.

 

Coautora das seguintes publicações:
SARTORI, Luciane e Nélson e vários outros autores. Vade Mecum Doutrina: Técnico e Analista/ coordenação, Álvaro de Azevedo e Nathaly Campitelli Roque.- São Paulo: Grupo Gen, Editora Método, 2014, 4ª edição.
SARTORI, Luciane e Nélson e vários outros autores. Vade Mecum Polícia: delegados e servidores estaduais. / coordenação, Álvaro de Azevedo e Nathaly Campitelli Roque.- São Paulo: Grupo Gen, Editora Método, 2014, 4ª edição.
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