Português no Concurso Público

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Muita gente pensa que sabe…

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“Ah, Português! Português, a gente dá um jeito na hora da prova e pronto.”; “É muito chato estudar isso!”; “Estudar Português é uma besteira, a gente usa todo dia!”; “Minha formação é ótima, nem preciso estudar essa matéria.”…

Esses são os pensamentos que muitas pessoas têm, quando decidem prestar prova de Concurso Público (o pior é que continuam pensando assim durante um bom tempo). Por isso, deixam essa matéria de lado e vão estudar as matérias específicas. E o que acaba acontecendo? Reprovação, pois essas pessoas acertam muitas questões das matérias específicas ou até as gabaritam, mas em Português, principalmente, não conseguem o mínimo necessário para a aprovação. Muitas vezes até a alcançam, porém com classificação muito baixa, o que dificulta a sua nomeação.

Pessoal, não se pode deixar de lado o estudo das matérias de conhecimento geral, especialmente, Português, já que ele faz parte de quase todos os editais. E, em concurso, o assunto não é brincadeira! Tanto que ele é que tem feito a diferença: no TRT de SP, ele tirou muita gente da lista de classificados; no ICMS de SP, foi o Português que marcou a diferença para muitas pessoas; neste último da Receita Federal, especialmente na prova de Analista, aconteceu a mesma coisa; nas provas com redação discursiva, está lá o Português outra vez, marcando ponto contra os concurseiros.

As provas estão ficando cada vez mais difíceis, as bancas cada vez mais exigentes e enquanto esse pensamento adotado predominar, o mau desempenho predominará também. O ideal é que vocês estudem as matérias básicas dos concursos –  Português, Matemática, Direito Constitucional, Direito Administrativo – constantemente. Façam uma boa teoria – atenção à carga horária; quanto maior, melhor – e nunca deixem de fazer as manutenções – aulas de correção de questão de prova.

E aulas de correção de prova, por quê? Sempre digo que, de modo geral, as pessoas não sabem estudar Português, pois normalmente pensam que é a teoria que deve ser muito bem assimilada, para depois fazer os exercícios. Isso, vocês devem deixar para os Direitos, que são matérias de assimilação, Português se estuda como se estuda Matemática, fazendo muito exercício, mas muito mesmo.

Nós, professores do assunto, temos de ter a preocupação de passar a vocês todos os mecanismos da linguagem e seus conceitos para depois revelarmos os pontos principais, ou seja, os pontos mais cobrados em prova. A vocês cabe entender esses mecanismos e conceitos para colocá-los em prática nos exercícios logo em seguida. Vocês notarão que haverá dificuldades em resolver as questões, mesmo que tenham entendido tudo o que foi visto em aula. Isso é natural, pois o duro caminho a ser percorrido da teoria à prática é que fará com que vocês realmente assimilem o assunto. E, para completar esse ciclo da aprendizagem, é essencial que, ao sentir dificuldades nas resoluções, retomem a teoria a fim de entender o que não havia ainda sido apreendido.

Portanto, não é da teoria para a prática, mas da prática para a teoria que se estuda a Língua Portuguesa. Isso fará com que vocês assimilem o que entenderam em aula, entendam melhor como aplicar a teoria na prática da prova e, ainda, somarão conhecimentos, pois aprendemos muita coisa com a própria prova. Isso ocorre, porque as bancas têm linguagens diferentes umas das outras e várias abordagens dos examinadores não correspondem com as dos livros, pois ele trabalha com textos, ou seja, com a dinamicidade da linguagem, e os livros de gramática demoram a registrá-las. E mais importante: passem a usar no dia a dia tudo o que aprendem em sala de aula, isso ajuda muito.

Lembremos também que não é apenas o conhecimento do assunto que fará você conseguir responder a todas as questões e acertá-las. Dependendo da prova que irá enfrentar, o candidato tem de ter muita agilidade, muita rapidez para chegar à resposta, pois as perguntas são muitas e o tempo extremamente curto. Logo, quem não está bem preparado, não consegue sequer resolver todas as questões. Acaba sendo vencido pelo cansaço ou pelo tempo ou pelos dois.

É por esse motivo que costumo dizer a vocês que o candidato a Concurso Público não deve ter apenas preparo de conhecimento, mas também preparo físico. Sempre comparo vocês a um maratonista. Imaginem que ele queira participar de uma prova de corrida como a São Silvestre e deixe para correr mesmo somente no dia. Ele não irá conseguir chegar ao fim, desistirá logo no começo, assim como vocês. Se deixarem para resolver a prova somente no dia, não irão aguentá-la, desistirão antes do fim.

Como o objetivo é vê-los alcançar a conquista de uma ótima classificação,  volto a dizer: não deixem Português para depois, façam o contrário; estudem-no com constância e deixem para estudar as específicas quando sair edital. Para quem vêm prestando prova sabe que essas matérias têm de estar bem fresquinhas na memória e, o mais importante, os editais têm mudado muito, especialmente nestas matérias, dessa forma ganha-se muito tempo e economiza-se muito dinheiro só estudando tais assuntos quando o edital especifica o que deve ser estudado.

Espero que todos consigam destinar a dedicação e o empenho necessários a esta estrada que, apesar de difícil, é possível. Estarei sempre junto de vocês fazendo a minha parte, pesquisando, confrontando, apresentando as novidades, fazendo as estatísticas dos tipos de questões de cada banca, tudo o que for necessário para vê-los vitoriosos.

Tudo de bom a vocês, que Deus os abençoe, e que venham muitos concursos e oportunidades!


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