Educação, Loteria e Kate Perry

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Este mini artigo trata, é verdade, mais do aspecto material (dinheiro) do que do aspecto ideal e idílico do bem-estar humano.

Pois bem.

Minha teoria é a seguinte: existem apenas 4 meios de se ascender na vida, ganhar dinheiro, mudar de classe social e talvez alcançar a tão propalada dignidade da pessoa humana (material), dignidade esta repetida por nossa própria CF em seu art. III, com galas de princípio fundamental.

Os 4 meios de sucesso na vida (material) são:

  •  loteria
  •  herança
  •  sorte nos negócios
  •  educação

Vejamos.

Se você ganhar na loteria, você realmente dispara em relação às suas posses econômicas. Não sei se você vai se sentir realizado internamente (dignidade sentimental), mas certamente ficará rico.

Se você herdar uma fortuna, digo o mesmo.

Se você tiver sorte nos negócios, você também ganha dinheiro. Todavia, este item deve ser visto lato sensu. Sorte nos negócios abrange não apenas a sorte comercial ou business, mas a sorte nos esportes, sorte na política e sorte nas atividades em geral. Sorte em atividades ou sorte em “negócios” que não abarcam a loteria, herança e educação acima. Por exemplo: ricos comerciantes, ricos artistas, ricos esportistas, ricos fazendeiros, Presidentes da República, ou seja, pessoas que não necessariamente estudaram muito na vida.

Veja-se o caso do Presidente Lula. Ele veio de uma camada muito pobre da sociedade e ascendeu socialmente graças ao seu carisma. Podemos enquadrar isso como “sorte nos negócios”, por que não?

Vejamos os jogadores de futebol famosos. Também tiveram “sorte nos negócios”, graças ao seu talento. Vejamos aqueles que têm um tino comercial muito apurado e começam a vida com uma pequena lojinha, com muita dificuldade, para depois de alguns anos alcançar, por exemplo, duas padarias e mais alguns negócios.

Vejamos o cantor do momento. Ele se enquadra no pequeno time dos “sortudos nos negócios”.

Bem, voltando ao primeiro item, a “loteria” não abrange nem mesmo 1% da população brasileira. O item “herança” abrange talvez 2% da população brasileira. Eu nunca tive herança.

O item “sorte nos negócios” abrange talvez 5% a 10% da nossa população. Eu, igualmente, não estou neste item. Não tenho intuição para os negócios, esportes, política ou show business. Eu não sei cantar como Kate Perry.

Então, chegamos onde queríamos: somente a educação é o meio mais seguro, correto e quiçá infalível para sua ascensão social. Se você não tem herança nem vai ganhar na loteria (nem é craque nos negócios ou no futebol), o único meio de subir na vida é a educação.

A única possibilidade de ascensão social e financeira é a educação (lembrando que deixamos de lado o aspecto anímico)..

Educar-se traz o ser humano para cima. Sobe-se um degrau, sempre, inevitavelmente, e ganha-se mais dinheiro (a não ser, evidentemente, que a pessoa não procure fazer bom uso dos seus diplomas).

Se você ganha 2 mil reais por mês e quer ganhar 10 mil reais por mês, educação.

Se você está na classe C e quer subir para a classe B, educação.

Se você ganha 7 mil e quer ganhar 14, educação.

Se você ganha 10 mil reais e quer ganhar 20 mil reais, educação.

Num outro artigo, futuramente, posso ensinar uns truques sobre concursos públicos de nível superior, que normalmente pagam bem. Esta é minha área.

Eu ascendi a uma posição superior a 6 bilhões de pessoas no mundo. Eu consegui isto com estudo. Ler um livro de 700 páginas é mais difícil do que cozinhar ou jogar futebol. Nunca tive herança nem sorte em nada. Minha família me pagou estudo. E só.

Eu não sei dançar como Kate Perry.

O Brasil tem hoje uma população de 200 milhões de habitantes.

Apenas 20-25 milhões de pessoas têm diploma de curso superior por aqui. E há mais ou menos 7-10 milhões de pessoas tentando tirar o diploma de curso superior, hoje, no Brasil.

Na França, Holanda e certos países da Europa, 40% ou 50% da população tem diploma de nível superior ou está matriculada em uma Universidade (ou Faculdade, Centro Universitário, etc).

Nossos vizinhos Argentina e Chile têm mais ou menos 50% ou 60% da população matriculada ou com diploma de nível superior em Universidades.

O mesmo número, 50% ou 60%, ocorre com o Canadá, EUA e Inglaterra.

No Brasil, temos apenas 10% ou 15% da população com diploma de nível superior ou matriculada, neste momento, em cursos universitários.

Tirando de lado a loteria, herança e sorte nos negócios, não há outro meio de você ganhar um bom dinheiro para sua subsistência, conforto, dignidade humana, criação da prole, etc (lembrando que estamos sempre abordando mais o aspecto material, e não o conforto espiritual).

No Brasil sobram vagas de engenheiro, médico, biólogo e toda sorte de cientistas, arquitetos, juízes, advogados, físicos, químicos, professores, etc.

O art. 205 da nossa CF diz que educação é um direito de todos. Este direito é fornecido pelo Estado, mas pode ser fornecido por escolas particulares a título de colaboração (delegação do múnus público – art. 209CF). E, mais, diz a CF que educação é, também, dever da sociedade e família.

Veja-se que o fornecedor de ensino particular é considerado “autoridade pública” para figurar no pólo passivo de mandado de segurança, em caso de abuso de poder.

A gratuidade do ensino está prevista no art. 206CF. A distribuição obrigatória de receitas de impostos no ensino está no art. 212. Há diversos incisos nos artigos 205/214 da CF que apregoam a igualdade de condições no acesso ao ensino, liberdade, o pluralismo de ideias, a valorização do estudante, a progressiva universalização do ensino, a cooperação entre os entes federativos, dentre outros princípios (vetores constitucionais).

É evidente que esbarramos na corrupção e na péssima gerência dos recursos públicos para fazer chegar às salas de aula públicas material como giz e lousa, e pessoal qualificado. E há a eterna briga entre o mínimo existencial e a reserva do possível.

Há, também, o problema da idiossincrasia do povo brasileiro, da malemolência e malandragem intrínsecas ao comportamento dos brasileiros, mas eu não entendo disso, isso é assunto para meus amigos sociólogos e antropólogos.

O Brasil só deixará de ser 3º mundo quando pelo menos 50% da população tiver nível superior ou pelo menos cursos técnicos e profissionalizantes que exijam previamente diploma de nível médio.

De nada adianta sermos a 6ª economia do planeta se 80% da população não recebe uma fatia do bolo educacional e material (dinheiro). A riqueza está concentrada nas mãos, adivinhem, de quem tem curso superior. Pelo menos quase toda a riqueza brasileira está nas mãos dos mais cultos (tirante a riqueza que está nas mãos dos que têm “sorte nos negócios”, loteria e herança).

Mesmo aqueles que têm “sorte nos negócios” procuram, alguns, estudar Administração de Empresas, Educação Física, Música, Agronomia, etc.

Não há mais desculpa com o advento do computador. Há inúmeros cursos on line no Brasil, básicos e de nível superior. É a chamada EAD – Educação à Distância.

Apenas 25 milhões de pessoas declaram Imposto de Renda Pessoa Física no Brasil. Isto significa que apenas 25 milhões de pessoas ganham mais do que 1.600 reais por mês no Brasil (arredondando-se a soma de dois salários mínimos).

Ora, se 175 milhões de brasileiros não ganham quase nada e nunca vão ganhar na loteria, qual a saída?

Educação.

A única saída é a EDUCAÇÃO.

Quem ganha mal e não vai ganhar na loteria deve ter algum tipo de ajuda fraterna (estatal) para frequentar a escola. Mas o Estado está eternamente falido.

Estude, estude, estude, estude. Você não vai se arrepender. É impossível andar para trás com conhecimento (a não ser que, como dito acima, a pessoa tenha problemas de saúde ou outros problemas e não consiga fazer uso de seus diplomas).

Estudo é escada acima, jamais escada abaixo.

Eu mesmo não sei se vou chegar à livre-docência. Estou tentando.

Há muita gente boa por aí querendo estudar.

É muito triste, no Brasil, ver tanto talento desperdiçado.

ESTUDO É LUZ!

ACENDA O INTERRUPTOR!

Bem, vou terminar por aqui. Preciso correr à lotérica…


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