Café filosófico sobre o tema: “A filosofia na Literatura mundial: representação da modernidade”

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Café filosófico no Espaço Cultural Alberico Rodrigues

Tema: “A filosofia na Literatura mundial: representação da modernidade” com o professor José Sacadura

sacadura

A CAVERNA – JOSÉ SARAMAGO (DIA 08 DE OUTUBRO)

Um oleiro, uma viúva de um estudioso, um jovem casal e um cachorro de nome Achado. O Centro onde tudo acontece, “onde se vai do centro ao centro”, um complexo de lojas, escritórios e apartamentos, de onde não se precisa sair. Cipriano Algor, o oleiro, fabrica louças de barro que não se vendem mais no Centro, mas onde se vende tudo, “não o que se precisa, mas o que se tem para vender”. De uma pequena vila ao Centro as indagações sobre a vida. E debaixo do grande Centro um mistério que vai mudar a vida de todos!

MADAME BOVARY – GUSTAVE FLAUBERT (DIA 15 DE OUTUBRO)

Uma jovem mulher frustrada com seu casamento. Seu marido é um médico de uma cidadezinha pacata. Paris está logo ali: tão perto e tão longe! Ema e Carlos são infelizes e estão incompletos, mas será que a culpa é deles? Ema procura no adultério a saída para sua infelicidade, mas afinal “encontra no adultério toda a insipidez do lar conjugal”. Fugir com Leon seria a solução. Mas não dá certo. Ema é mais moderna que os seus amantes. Gastando os recursos da família com sua vida “alternativa”, só restava a Ema uma solução radical. O que se espera de uma jovem mulher casada?

O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS (DIA 22 DE OUTUBRO)

O Dr. Simão Bacamarte constrói uma clínica para loucos, e com a autorização da cidade de Itaguaí, começa a internar todos os cidadãos que lhe parecem anormais. “A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico”.  A Casa Verde prestava assim a maior contribuição sanitarista para a sociedade, e o sucesso foi tanto que a cidade de Itaguaí decide erguer em sua homenagem uma estátua. Diante de tal fato, o Dr. Simão liberta todos os internos e ele mesmo se interna para sempre na Casa Verde! “Nenhum defeito? Nenhum, disse em coro a assembleia”.

O PERCEVEJO – VLADÍMIR MAIAKÓVSKI (DIA 29 DE OUTUBRO)

Em 1928 a Revolução já não parece tão promissora aos intelectuais. A cultura soviética está sob o domínio do Estado. A Europa não tarda em mergulhar no fascismo e na Guerra. O futuro é duvidoso. Prissipkin, no dia de seu casamento, fica congelado em um vagão de trem por 50 anos. Quando Prissipkin é ressuscitado, escapa da “cápsula do tempo” um percevejo, que passa a ser alvo de todas as preocupações oficiais. Dois parasitas são expostos: o Percevejus Normalis e o Philistaeus Vulgaris. “Entre os dois o Philistaeus Vulgaris é o mais terrível”, afirma o Diretor do zoológico.

 

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