Editora Forense começa a sua história como Revista Forense

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A EDITORA FORENSE começa a sua história como REVISTA FORENSE. Esta foi fundada em 1904 por três professores da Universidade Livre de Direito de Minas Gerais (a partir de 1.949, Universidade Federal de Minas Gerais), Mendes Pimentel, Estevão Pinto e Edmundo Lins e era inicialmente dedicada à publicação de artigos doutrinários e jurisprudência que fugiam ao ditames da impressa oficial, cujo espaço não lhes era franqueado.

Inicialmente, muito concentrada na publicação de artigos e jurisprudências apenas mineiros.

A partir de 1935, a Revista passou a ser dirigida por Pedro Aleixo e pelo Professor de Direito, Bilac Pinto. Nesta nova fase, embora sob as mazelas da repressão política do Estado Novo, a publicação ganha espaço e toma cunho nacional, consolidando-se como o mais importante repositório de publicações independentes dos melhores juristas do país.

Em 1943, Bilac Pinto se tornou Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Brasil. No mesmo ano, seguindo a trajetória de amigos e colegas que lutavam pelo restabelecimento da democracia no país, assina o “Manifesto dos Mineiros”, documento contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Tendo perdido a cátedra universitária, Bilac Pinto passa cerca de 10 meses em viagem de estudos nos Estados Unidos da América.

Com a queda de Getúlio Vargas é fortalecida a ordem jurídica e há um momento intenso de criação e interesse pelo pensar da área, afirmando-se a REVISTA FORENSE como publicação fundamental: a cada número, artigos e matérias de juristas como Carlos Medeiros da Silva, José de Aguiar Dias, Lúcio Bittencourt, Alfredo de Almeida Paiva e Vítor Nunes Leal são disputados por estudantes e profissionais do Direito.

A REVISTA FORENSE teve eminentes jurisconsultos como Redatores-Chefes, dentre os quais os ministros Aliomar Baleeiro e Seabra Fagundes, os desembargadores Antônio Pereira Pinto e José Carlos Barbosa Moreira, e, atualmente, é dirigida pelo ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e advogado, Dr. J. M. de Arruda Alvim.

Nos anos quarenta, a Revista Forense muda-se para o Rio de Janeiro e cria a Editora Forense, direcionando sua linha editorial para a publicação de livros jurídicos.

Como Editora Forense, vai publicar grandes juristas da era democrática brasileira (1946-1964), tais como Victor Nunes Leal, Nelson Hungria, Anibal Bruno, Carlos Maximiliano, Themístocles Brandão Cavalcanti, Arnoldo Medeiros da Fonseca, Aliomar Baleeiro, De Plácido e Silva, Adauto Lúcio Cardoso, Afonso Arinos de Mello Franco, Darcy Bessone, Seabra Fagundes, Tito Fulgêncio  e muitos outros. Alguns sendo reeditados até os dias atuais.

Sob o regime militar (1964-1985) e com o retorno da democracia (a partir de 1985), a geração de ouro que havia se formado na era democrática desponta como uma das mais marcantes do Direito: Orlando Gomes, Caio Mario da Silva Pereira, Paulo Nader, Humberto Theodoro Júnior,  Heleno Cláudio Fragoso, Elson Gottschalk,  Luiz Machado Guimarães, José Carlos Barbosa Moreira, Alexandre Santos de Aragão, J. E. Carreira Alvim, J.J.Calmon de Passos, Joel Dias Figueira Junior, Misabel de Abreu Machado Derzi, Nagib Slaibi Filho, Sacha Calmon Navarro Coelho, Sálvio de Figueiredo Teixeira, Sergio Bermudes, Sergio Sahione Fadel e tantos outros.

A partir de 2007, a Editora Forense formou juntamente com a Editora Guanabara Koogan, Editora LTC e Editora Método, o GEN – Grupo Editorial Nacional Participações S/A.

Seguiram-se aquisições de várias outras editoras como Editora Santos, Editora Roca, Editora Forense Universitária, E.P.U. e Editora Atlas.

Com uma política de concentração em livros acadêmicos e profissionais nas mais diversas áreas do conhecimento humano, o Grupo GEN é hoje a maior editora de conteúdo técnico e científico no Brasil.

> Percorra a histórica completa da Editora Forense e seus clássicos

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