Desemprego: Você Precisa Saber Por Quê!

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Começamos 2017 com expectativas sombrias de desemprego. os governos, notadamente o brasileiro, insistem em dizer que o problema é “econômico” e que a economia precisa se “recuperar” para que o mercado volte a empregar. mas não é verdade e não existe nada de muito científico nos discursos das “autoridades” representantes do mercado. o desemprego global tem pouco a ver com as crises econômicas de regulação entre produção e consumo (ainda que estas tenham importância relativa para o fenômeno), e mais com a dinâmica da reprodução do capital cuja perversidade os mercados não podem fugir.

Em 1998, portanto, dois anos antes da virada do milênio, escrevi um artigo em que abordava teórica e cientificamente o problema do desemprego: nesse artigo defendi que a falta de empregos formais era explicável à luz da economia política conforme desenvolvida pelas categorias de O Capital de Marx. mais, afirmava eu que no sistema liberal de mercado o desemprego só tenderia exponencialmente a crescer e que tal fenômeno levaria a uma verdadeira “implosão” dos sistemas mercantis industriais modernos. atualmente, existe um conjunto de teóricos, conhecidos pela literatura da economia política como “derivacionistas”, que se dedicam a explicar e defendem praticamente as mesmas ideias que defendi (de uma forma bem menos sofisticada!) há 18 anos atrás (veja-se, p.e., Robert Kurz e Anselm Jappe).

VEJA AQUI O MEU ARTIGO DE 1998: “O DECLÍNIO DOS NÍVEIS GLOBAIS DE EMPREGO: DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZA E SOCIALISMO CIENTÍFICO”
Eis algumas taxas de desemprego no mundo/2016 (OIT – http://nacoesunidas.org.oit)

18,9  Espanha
11,9  Brasil
11,6  Itália
10,5  Portugal
10,0  França
9,8   Zona do EURO
6,8   Canadá
5,7   Austrália
5,6   Indonésia
5,4   Rússia
4,9   Índia
4,8   Reino Unido
4,6   EUA
4,1   Alemanha
4,0   China
3,6   Coréia do Sul
3,5   México
3,1   Japão
2,4   Cuba
A estimativa da OIT para o ano de 2016 era de 196 milhões de desempregados.


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