Após 130 anos, jornal de Harvard elege primeira negra como presidente

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O “Harvard Law Review”, jornal da Escola de Direito de Harvard, elegeu ImeIme Umana, 24 anos como presidente. É a primeira vez uma mulher negra ocupa o cargo no jornal que existe há 130 anos, sendo a maior publicação do tipo no mundo. Imelme é filha de imigrantes nigerianos.

A presidência é considerada o topo do ranking estudantil na feroz competição do curso de Direito em Harvard e uma chave capaz de abir portas para qualquer ambiente jurídico. Metade dos atuais juízes da Suprema Corte dos EUA foram do jornal, por exemplo, mas nenhum como presidente.

“Parece mágica eu estar aqui”, disse ImeIme Umana em uma entrevista. Diferente da maioria dos seus colegas, quase todos atraídos pelos altos salários e cargos de destaque nos meios corporativos, ela afirma que pretende, no futuro, trabalhar como defensora pública.

Se nos EUA essa conquista das mulheres negras veio em janeiro de 2017 (quando ocorreu a eleição), em 2014, a também tradicional Mackenzie elegeu pela primeira vez uma pessoa negra para ocupar a presidência do centro acadêmico do curso de Direito. A eleita foi Tamires Gomes Sampaio, estudante do 4º ano.

Bolsita do Prouni, Tamires destacou a influência da sua mãe, ativista negra, e a vontade de reforçar a atuação política do centro acadêmico como fatores que motivaram ela integrar a chapa eleita.

“Queríamos que o CA deixasse de ser um espaço de amigos e que passasse a ser a representação de todos os estudantes, mas de todos mesmo, pautando questões de raça, gênero.” diz. “Nós somos uma chapa que veio de um coletivo de esquerda mas a gente sabe que, entre os alunos do Mackenzie, têm gente de esquerda, de direita, têm os ‘pra frente’, têm os ‘pra trás’.” completa.

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