Marcélle Pereira: “É preciso esquecer que existe um mundo fora da sala do seu Exame”

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Eu sou Marcélle de Lima Pereira

Prestei o Exame de Ordem XIX, no ano de 2016 e estudei no Centro Universitário de Sete Lagoas/MG.

Minha disciplina na 2ª Fase foi Direito Civil, tive dúvidas entre escolher Direito Civil, Penal ou Administrativo, mas optei por Civil porque gostaria de intensificar meus estudos nesta área e esta seria uma excelente oportunidade de aperfeiçoar meus conhecimento e aprofundá-los.

Prestei a prova quando estava cursando o 9º período e foi uma fase muito tumultuada da minha vida, pois tive que conciliar meu emprego, a elaboração da minha monografia e ainda cursava seis matérias na faculdade, então, eu só tinha 4 ou 5 horas para dormir por dia o que resultou na perda de 5 quilos em três meses.

Eu acho que a prova é um teste físico e psicológico, quando terminei de responder as questões da primeira fase eu me senti feliz, pois, naquele momento tive consciência de que fiz um bom curso, pois não desconhecia a matéria de nenhuma das questões, eu vi que estava no caminho certo, mas mesmo assim chorei muito e estava extremamente nervosa; quando fui para a segunda fase eu estava com muito medo de não identificar a peça, mas eu conseguir identificar sem qualquer dúvida e depois disso parece que tirei um peso das minhas costas.

Para ser aprovado é preciso estar habituada a ficar sentada, concentrada e gerir seu tempo por horas, então a preparação do seu corpo e da sua mente são primordiais para obter êxito, você deve manter sua mente positiva e pensar em todos os sacrifícios da sua vida que a fizeram chegar até ali, tudo que você e seus familiares abdicaram por este sonho e no final das contas, tudo dependerá exclusivamente da sua capacidade de esquecer que existe um mundo fora da sala do seu exame. Eu não fiz cursinho preparatório por questões financeiras, mas realizei muitos simulados em um aplicativo que baixei no meu celular e resolvi 5 (cinco) provas para me adequar ao tempo. No momento estou aguardando a minha inscrição definitiva na OAB para começar a trabalhar.

Eu acho que o Direito é um instrumento para a paz social, para a melhor convivência humana, eu acredito que apesar dos diversos conflitos de nacionalidade e soberania que o mundo está vivendo, o direito será um dos responsáveis para que todos os seres humanos e todas as nações vivam como uma comunidade, quando colei grau em fevereiro deste ano fiz o juramento de “acreditar no direito como a melhor forma para a convivência humana, fazendo da justiça o meio de combater a violência e de socorrer os que dela precisarem, servindo a todo ser humano, sem distinção de classe social ou poder aquisitivo, buscando a paz como resultado final. e, acima de tudo, juro defender a liberdade, pois sem ela, não há direito que sobreviva, justiça que se fortaleça e nem paz que se concretize.” o direito me mudou como pessoa, desde o primeiro dia que pisei na faculdade, eu acredito no direito como pacificador social, como um contraponto à violência, à injustiça e à desesperança.


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