Direito & Justiça n. 54

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Metodologia Científica

“Metodologia Científica da Pesquisa Jurídica” (Autores: ANTONIO HENRIQUES E JOAO BOSCO MEDEIROS – Publicação: 06/04/2017 – Edição: 9|2017
Páginas: 432 – Selo Editorial: Atlas – R$108,00) é um livro que as Universidades Brasileiras precisavam. Acadêmicos da graduação, mestrandos e doutorandos, além de professores pesquisadores lidam, no seu dia a dia, com questões de pesquisa e metodologia científicas. Livro prático para a realização de trabalhos acadêmicos, como teses de doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso, artigos científicos, sem deixar de discutir temas fundamentais à metodologia científica.

Aborda desde os passos iniciais da pesquisa até a redação final dos resultados alcançados, oferecendo um leque de opções metodológicas que possibilita ao pesquisador jurídico trilhar outros caminhos que não só o da produção de trabalho exclusivamente bibliográfico ou de exegese da norma. Além da preocupação com a legibilidade da produção escrita, particularmente com a coesão e coerência textuais, ocupa-se também da apresentação formal do texto, focalizando normas reconhecidas pela comunidade dos pesquisadores.

Sobre os autores: Antônio Henriques é Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo, advogado, ex-professor de Língua Portuguesa das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e da Rede Oficial de Ensino (SP). João Bosco Medeiros  é pós-graduado em Literatura Brasileira e Mestre em Letras pela FFLCH-USP, professor de Língua Portuguesa, Redação e Literatura Brasileira. Autor do livro Redação científica e Coautor de Português Jurídico, Português Forense.

A corte infiltrada

Outro livro interessante, “A Corte Infiltrada”, teve relançamento recente, cujo cenário da obra é o STF. No momento em que a realidade supera de longe a ficção nos três Poderes da República, foi relançado o livro “A Corte Infiltrada” (Autora: Andrea Nunes – Editora Buzz – R$ 39,90 – 264 páginas), obra cuja trama ficcional tem como cenário principal o Supremo Tribunal Federal. A autora é promotora de Justiça e atua no combate à corrupção em Recife (PE). O enredo gira em torno da tentativa do crime organizado de se infiltrar na mais alta Corte do país. O objetivo é influir na decisão de ministros que julgarão o líder de uma facção criminosa que domina presídios e espalha o terror em várias cidades.

O roteiro tem ingredientes que frequentam o noticiário: escolha de um novo ministro do Supremo, jornalismo investigativo, corrupção, fraudes em licitações, aquisição de patentes de pesquisas para uso criminoso, tráfico de influência e conivência de autoridades, lavagem de dinheiro e infiltração de bandidos em órgãos públicos. Na trama, também um ex-repórter policial investiga a misteriosa morte de um monge budista num hotel, em Brasília, assassinado horas antes de uma audiência com o presidente do STF.

O jornalista obtém a ajuda de uma jovem às vésperas de ser ordenada monja num Mosteiro Zen-Budista em Aldeia, bairro da região metropolitana do Recife. O mosteiro mantém parceria com o vizinho Instituto de Neurociências. O enredo mistura práticas de meditação budista e mecanismos de estimulação do cérebro desenvolvidos por neurocientistas. O plano consiste em instalar um sistema de telefonia celular no STF que – por “estimulação magnética transcraniana flexibilizaria o julgamento moral pelos ministros”, deixando os julgadores mais “sensíveis” aos argumentos da defesa para absolver o perigoso réu.


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