Thaynne Gomes: O Exame de Ordem exige equilíbrio entre o seu seu corpo e sua mente

0
notas
0
likes
0
notas
0
likes

Eu sou: Thaynne Gomes

Prestei  o Exame de Ordem em 2017, XXII Exame  de Ordem.

Estudei na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, concluindo a graduação no segundo semestre de 2016.

Minha  disciplina na 2ª Fase foi Direito Constitucional.

Prestei a prova 2 vezes. Na primeira vez (XVIII Exame de Ordem), contudo, não fui aprovada para a segunda fase, acertei apenas 37 questões, se não me engano.

Eu  acho que a prova da primeira fase é bem mais complicada que a segunda. São muitas disciplinas para estudar, o que a torna bastante desgastante. Contudo, a segunda fase é, em tese, mais fácil, já que é apenas uma disciplina, a  que temos mais facilidade, conhecimento e experiência, focando, assim, em um único conteúdo programático.

Para ser aprovado é preciso  muita dedicação, concentração e entender quando o corpo e a mente precisam de descanso. Houve períodos em que simplesmente não absorvia conteúdo e precisei dar uma pausa para o meu corpo. Durante as aulas, eu prestava bastante atenção no que era ministrado  em sala pelo professor e em casa buscava entender melhor e tirar as dúvidas nos livros e nas anotações. Além disso, é muito importante fazer as provas anteriores, até para que se sinta o nível de exigência da banca; exercícios e simulados são de extrema importância
tanto na primeira quanto na segunda fase, sem dúvida alguma.

Hoje eu não trabalho, preferi manter os estudos e focar em concurso público.

Eu acho que o Direito é, como garantidor da lei e da ordem, muito importante para o convívio em sociedade. Contudo, tem se mostrado cada vez mais como instrumento de autoritarismo e abusos praticados por autoridades que exercem poder sobre os demais. Além de ser excludente – haja vista que seu conhecimento não é levado para a população em geral -, tem sido, lamentavelmente, aplicado de modo diferenciado de acordo com o status social do destinatário em questão; é notório a aplicação de uma lei de forma branda e resiliente para a camada mais favorecida da sociedade e de forma mais rígida e intransigente aos mais pobres. Embora seja possível conquistar prestígio e influência no Direito, não sinto satisfação em observar que princípios consagrados na Constituição  Cidadão de 1988 são comumente violados, até mesmo esquecidos, quando se está em jogo interesses pessoais e vantagens obscuras.  A área jurídica necessita de operadores dispostos a romper esse ciclo maléfico à sociedade, a fim de que se alcance justiça dentro dos padrões constitucionais estabelecidos.


Veja também:

CCJ aprova PL que autoriza OAB apresentar ação civil pública
Juiz nega danos morais por demissão via WhatsApp
TRT aceita liminar contra decisão que obrigava defesa reduzir alegação sob pena de R$ 30 mil

LEIA TAMBÉM
COMENTE