Fazendo a prova

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Fazendo a prova

Muitas vezes, quando imaginamos o que faz com que um candidato seja aprovado em um concurso público ou em qualquer outro exame desse tipo, logo pensamos em uma boa preparação – bons materiais, uma disponibilidade de tempo adequada, um certo investimento financeiro… Mas poucas vezes nos atentamos a um fator de extrema importância: a capacidade de fazer provas. Em uma prova, sua capacidade de colocar as respostas no papel da forma correta pode ser tão decisiva quanto o seu conhecimento na matéria.

Fazer prova é algo que exige bom controle do tempo, boa capacidade de concentração, tranquilidade emocional… Enfim, diferentes fatores que, agregados, podem te levar a um bom resultado – e, consequentemente, à tão almejada vaga.

Um primeiro ponto corresponde ao ambiente de prova. As provas normalmente são realizadas em escolas ou universidades. Desde a qualidade da carteira até um eventual ruído que venha da rua, é importante saber que você estará em um local menos confortável que aquele em que seu estudo se desenvolve. Assim, é importante estar habituado a isso e ter a capacidade de se concentrar. Longe de representar uma desculpa, use a capacidade de não se distrair a seu favor! As condições estão ali para todos, e certamente há meios de se adaptar a isso. Sua própria rotina de estudos será um momento para exercitar sua concentração, e caso você preste concursos ao longo de sua preparação certamente estará mais adaptado ao ambiente e à dinâmica de uma sala de provas…

Dê uma atenção especial ao seu descanso no dia da prova e também no dia anterior à prova, evitando uma carga horária de estudo muito grande e fazendo, no máximo, revisões leves. Preocupe-se também com sua alimentação, priorizando alimentos de fácil digestão. Durante a prova não são fornecidos alimentos ou água, portanto se assegure que você tenha a seu lado uma garrafa de água e alimentos como barras de cereais e chocolates. Evite alimentos cujo consumo é lento ou pouco prático, tais como salgadinhos, que te farão perder tempo.

Esses fatores anteriores são “externos à folha de papel”. Um dos principais pontos a serem trabalhados, porém, é a administração do tempo. Na última prova de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, por exemplo, cada prova objetiva foi composta de 70 questões de múltipla escolha, a serem resolvidas em quatro horas. O fator tempo foi muito importante – eu mesmo concluí a prova faltando menos de meia hora para o seu término. Note, porém, que nas discussões que os aprovados mantiveram nos grupos após a aprovação, e até mesmo em uma enquete feita posteriormente, foi quase unânime a resposta de que não faltou tempo para a prova. Ou seja: apesar de o tempo ser apertado, quase nenhum candidato aprovado teve que chutar questões por não ter tido tempo de lê-las e analisá-las. Isso certamente se repete nos outros grandes concursos.

Dessa forma, é essencial que você também tenha essa capacidade de terminar sua prova tendo lido todas as questões. Responder ou não é outra coisa, já que evidentemente haverá questões que você não saberá, mas você não pode se perder no tempo a ponto de não avaliar toda a prova. Isso é uma falha que, caso ocorra com você, deve ser corrigida.

A melhor forma de evitar que isso aconteça é ter um bom ritmo de prova, aliado a um controle do tempo. O conhecimento virá dos seus estudos, mas o ritmo você pegará tendo o costume de fazer provas e simulados. O controle, por sua vez, exige um método.

A primeira coisa para se ter em mente é que você deve dividir o seu tempo em três:

– uma etapa inicial, na qual você vai passar por toda a prova com certa rapidez, lendo e analisando brevemente todas as questões, e respondendo às questões que souber (um candidato já em um estágio competitivo responderia algo como 75% da prova nesta primeira etapa);

– uma etapa intermediária, na qual você vai repassar pela prova resolvendo com mais calma as questões que tiverem sido deixadas de lado na etapa anterior, por serem mais complexas ou deixarem alguma dúvida maior;

– uma etapa final, na qual você passará as respostas para o gabarito, já decidindo qual resposta vai dar para aquelas questões que você realmente não soube resolver.

Para a última etapa é interessante você reservar trinta minutos. Para a etapa intermediária, algo como uma hora seria muito bom. E o restante será destinado para a etapa inicial. Dessa forma, você terá três fases, cada uma voltada a uma necessidade da sua prova: tratar as questões fáceis, tratar as questões difíceis após a resolução das fáceis (o que reduz o seu risco), e por fim passar as questões para a folha de papel ainda tendo um tempo para resolver uma ou outra questão.

Com esse método, que pode muito bem ser adaptado em função do número de questões e do tempo disponível para a prova, você poderá extrair melhores resultados e não deixar de acertar questões por dificuldades de organização.

Em meu livro, Como se preparar para concursos públicos, temos um capítulo destinado exclusivamente a este tema, “Fazendo a prova”, no qual discutimos com muito mais profundidade os aspectos relacionados a esta etapa tão importante na vida de um vestibulando, de um concurseiro ou de quem vai prestar provas como a OAB! Não deixe de conferir!


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