Educação na UTI do Idoso e o Nazifascismo

0
Comentários
0
likes
0
Coment.
0
likes
Adorno (Educação e Emancipação) dizia que os jovens deveriam ter aulas sobre o holocausto e visitar os campos de concentração. Ele acreditava que não podia impedir que novos nazifascistas e ditadores surgissem, mas acreditava que educando as crianças e jovens eles não seriam iludidos por seus discursos. 
A Alemanha, e outros países, incluíram uma disciplina em seus planos pedagógicos para falar da segunda guerra e das atrocidades ali cometidas.
Minha sugestão: LEVAR OS JOVENS PARA VISITAR UMA UTI DE IDOSOS!
Ali está nossa condição, o inexorável sentido da finitude, a doença e a mais plena exposição da fragilidade humana. Esta seria uma aula sobre a verdade da nossa condição humana, para lá de Aristóteles, Marx, Schopenhauer ou Hannah Arendt.
 
Ali também conheceriam pessoas simples que se dedicam para humanizar a vida e tratar de nós, mesmo quando resta apenas um sopro de vida (minhas homenagens a médicos (as) e enfermeiros (as) e todos e todas profissionais da saúde que se dedicam aos idosos) – esta seria ao mesmo tempo uma aula sobre a dignidade!
Então, quem sabe, poderíamos acreditar, como Adorno, que nossos filhos e netos não viriam a repetir os nossos erros e as nossas crenças inabaláveis na família, propriedade e tradição burguesas, adquirissem mais coragem e caráter, e fossem mais solidários, mais sensíveis e optassem pela luz em vez da sombra e escuridão – que preferissem o humano ao poder e aos objetos!
Vale a pena ver o que o estatismo fascista sempre faz com a cultura e programas educacionais das crianças e jovens – começam por queimar livros, fecham emissoras de rádio e televisão, censuram todas as manifestações artísticas, proíbem as disciplinas de artes, filosofia, sociologia, história , ou seja as que contribuem para o raciocínio reflexivo e crítico, e acabam por escolher os professores que lhes interessam e se curvam a este tipo de submissão. Como disse anteriormente, o objetivo final é exterminar a reflexão e a memória (Torcedores II – Não deixar rastro). Alguma dúvida que as futuras gerações serão submissas e educarão seus filhos da mesma forma?

Veja também:

Conheça as obras do autor (Clique aqui!)

LEIA TAMBÉM
COMENTE

Uma resposta para “Educação na UTI do Idoso e o Nazifascismo”

  1. Ana Gabriela Kurtz disse:

    Tem sido rotineira a associação feita pelo autor, do que é humano e mais caro a nós, com a doutrina socialista/comunista. Sua primeira contradição surge ao criticar a família, que é a nossa sustentação, nossa origem e onde encontramos o verdadeiro amor. Propriedade e tradição existem em qualquer regime, até mesmo nos vermelhos mais autoritários, mas só se limitam aos líderes. Todos nós precisamos sim, de nossas famílias, de nossas referências e tradições. A segunda grande contradição se refere à crítica ao que seria a família “tradicional”, pois trata-se de uma cortina de fumaça para atrair a fidelidade de um público vulnerável e fragilizado para uma doutrina que, a historia comprova, lhe é a mais agressiva. Quem defende censura e tem em sua agenda a “lei de mídias”, tal como impôs Chavez, são os partidos políticos que mais bradam a palavra ‘democracia’. Aulas de artes, filosofia, sociologia e História têm sido utilizadas como palco de discursos monotemáticos, ao invés de abrirem um debate mais livre e amplo para os alunos. Por fim, a tradicional referência àqueles que não concordam com críticas à família, valores e propriedade como fascistas. Viva a liberdade!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.