José Manoel de Arruda Alvim Netto

0
Comentários
0
likes
0
Coment.
0
likes

O país precisando de tanta luz verdadeira e perdemos mais uma.

Deixou-nos um mestre, Prof. Arruda Alvim.

Procurador da Fazenda Nacional, Juiz do Tribunal de Alçada de São Paulo, advogado e a sua função mais importante, professor.

Sempre cortês, em um imponente escritório nos Jardins recebia a todos com pontualidade e gostava de ser objetivo.

Quando a pessoa era anunciada a ele, ele já respondia à secretária de quem se tratava.

Sentava-se à mesa, não fazia questão da cabeceira, e abria a conversa com perguntas amenas, mas em seguida iniciava o objetivo da reunião.

Ponderando prós e contra, muitas vezes solicitando que aguardássemos que ele consultasse Dra. Tereza, a conversa ali se encerrava, enquanto ele não tivesse o beneplácito de sua querida mulher.

Era um “gentleman” até para dizer o “não”.

De sua capacidade de raciocínio rápida e vasta, sabia ouvir com modéstia os piores argumentos que contradiziam os seus desejos. Não se fazia de rogado. Com muita gentileza expunha a divergência e pedia ao interlocutor que revisse a sua conclusão.

Na maior parte das vezes, a sua ideia prevalecia, mas quando não prevalecia, mantinha-se grandioso, elogiando a escolha que discordara.

Poucos intelectuais têm essa capacidade.

Com a Editora Forense, dede que o Des. Barbosa Moreira se cansou do labor da leitura dos artigos apresentados ao periódico, ele dirigia com maestria a publicação da Revista Forense, centenário periódico, publicado initerruptamente desde 1904.

Com a ajuda da Dra. Teresa e de vários de seus colaboradores no escritório deu ares mais civilísticos ao periódico que vinha de repetida (e inverídica) pecha de revista de processo civil.

Lutou como poucos para que a revista fosse reconhecida dentro dos critérios da Capes na classificação de periódicos.

A revista se transformou em periódico digital. Apesar de seus educados protestos, nem por isso deixou o seu labor de lado, mantendo sua dedicação no novo meio de divulgação do pensamento jurídico no Brasil.

Homens com o conhecimento do Prof. Arruda Alvim deveriam poder viver 120 anos.

Nosso país precisa de professores e intelectuais com suas qualidades, mas os últimos anos, com tantas tragédias na saúde e no trato do Direito, ele nos fará muita falta!

Que o Senhor conforte os seus familiares!

 

LEIA TAMBÉM
COMENTE

Uma resposta para “José Manoel de Arruda Alvim Netto”

  1. Resposta/agradecimentos

    Em nome da família Arruda Alvim, dos sócios e colaboradores do Escritorio Arruda Alvim e Thereza Alvim Advocacia agradeço fortemente o delicado artigo que reflete verdadeiramente a imagem e a grandeza de Arruda Alvim.
    Arruda Alvim se dedicou mais nos últimos anos a realizar profundo estudo dos mais variados temas do universo jurídico, ficando a cargo do não menos brilhante jurista, Eduardo Arruda Alvim, seu filho, traçar as diretrizes jurídicas de nosso escritório.
    Arruda Alvim, de fato, se preocupava demais com o País e os rumos que se vislumbram, sentia-se obrigado a contribuir para que o direito fosse aprimorado dia após dia pois na sua visão entendia que “o Brasil será ainda uma potência e o direito reflete diretamente a grandeza de um país”.
    Sou um privilegiado, tive o prazer de conviver com um ser humano ímpar; a mais rutilante e polimórfica inteligência que um homem pode conhecer por quase 40 anos!
    Obrigado do fundo de nossos corações !
    Gianfrancesco Genoso
    Sócio e CEO de ARRUDA ALVIM E THEREZA ALVIM ADVOCACIA E CONS. JURÍDICA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.